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Artigo Original

Disfunção temporomandibular e a qualidade de vida de professores do ensino superior durante a pandemia de COVID-19: estudo exploratório transversal

Professors’ temporomandibular disorder and quality of life during the COVID-19 pandemic: a cross-sectional exploratory study

Andriélen Lactiane Coronel Cordeiro; Jovana de Moura Milanesi; Angela Ruviaro Busanello-Stella

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Resumo

Objetivo: Investigar se há relação entre a disfunção temporomandibular (DTM) e a qualidade de vida de professores do ensino superior no contexto da pandemia de COVID-19.

Métodos: Foram avaliados 21 professores do ensino superior, de ambos os sexos, que responderam a formulário online e estavam aptos a responder ao questionário Medical Outcomes Study 36 – Item Short - Form Health Survey (SF-36) e realizar a avaliação por meio do protocolo Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/DTM). Foram aplicados testes Qui-Quadrado, t de Student, U-Mann Whitney e correlação de Spearman, com valor de significância de 5%.

Resultados: A média de idade dos professores foi de 39,14 (desvio padrão 8,05 anos), sendo 15 mulheres (71,42%). Verificou-se que 57,14% dos professores apresentaram diagnóstico positivo para DTM e destes, 66,66% apresentaram mais de um diagnóstico. Os professores do sexo feminino tiveram escores menores no domínio da capacidade funcional. Os professores com mais de 45 anos tiveram escores menores nos aspectos sociais e os professores com DTM tiveram escores menores no domínio do estado geral de saúde e de dor. Na correlação entre os domínios do SF-36 e os questionários do eixo II do DC/TMD, observou-se que a maioria dos professores apresentou sintomas relacionados à dor, à ansiedade, a aspectos mentais e emocionais e a alterações físicas.

Conclusão: O estudo evidenciou associação entre a DTM e a qualidade de vida em professores do ensino superior, durante a pandemia de COVID-19, com impacto mais significativo entre aqueles que apresentaram diagnóstico da disfunção.

Palavras-chave

Qualidade de vida; Transtornos da articulação temporomandibular; Diagnóstico; COVID-19; Docentes

Abstract

Purpose: To investigate whether temporomandibular disorder (TMD) is related to quality of life (QOL) in higher education professors in the context of the COVID-19 pandemic.

Methods: The study assessed twenty-one professors of both sexes who answered an online form and could answer the SF-36 questionnaire and perform the DC/TMD. Chi-square, Student’s t, Mann-Whitney U, and Spearman tests were applied with a 5% significance level.

Results: The mean age of the teachers was 39.14 (SD = 8.05) years, with 15 women (71.42%). The study found that 57.14% of professors had a positive TMD diagnosis, and 66.66% had more than one diagnosis. Female professors had lower scores in the functional capacity domain. Professors over 45 years old had lower scores in social aspects, and those with TMD had lower scores in the general health and pain domains. The correlation between the SF-36 domains and the DC/TMD axis II questionnaires indicated that most professors presented symptoms related pain, anxiety, mental/emotional aspects, and physical changes.

Conclusion: The study showed an association between TMD and QOL in higher education professors during the COVID-19 pandemic, affecting their QOL. Female professors diagnosed with TMD had a greater impact on their QOL.

Keywords

Quality of life; Temporomandibular joint disorders; Diagnosis; COVID-19; Faculty

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Submetido em:
04/09/2025

Aceito em:
08/06/2026

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